Java e seus espelhos: Reflexão Computacional
Hoje vou abordar um tema bem interessante: Reflexão Computacional e como o Java trata tal assunto.
Quem se diz “programador” e nunca ouviu falar disso tem que rever seus conceitos. Existe toda uma filosofia por trás do conceito de Reflexão Computacional (ou apenas reflexão), mas eu não vou falar muito sobre isso (até porque eu não sei muita coisa sobre a teoria…
), vamos mais a prática.
Bom, vamos viajar um pouquinho: imagine que vc tem a missão de construir um método que receba um objeto que você não sabe qual é, e tenha que aprender a usá-lo em tempo de execução, ou seja, descobrir quais métodos esse objeto possui, quais variáveis de instância e etc (CALMA! Eu sei que parece besteira e que vc deve estar pensando: “Onde diabos eu vou usar um troço desses?!?” mas CALMA, vou dar uns exemplos mais adiante e em outros posts).
Como Java é uma linguagem quase completamente orientada a objetos, presume-se que TUDO é um objeto: um método é representado por um objeto da classe java.lang.reflect.Method, toda variável de instância também é representada um objeto da classe java.lang.reflect.Field e uma classe (qualquer uma delas, seja String, Integer, Float, ou aquela que vc escreveu) é representado por um objeto genérico: o objeto Class<?>.